Material de apoio

Aqui você encontra uma espécie de “dossiê”, com artigos científicos e matérias jornalísticas falando sobre a relação da vitamina D com doenças autoimunitárias, em especial a esclerose múltipla, e também sobre outras questões que envolvem o tema, como os interesses financeiros da indústria farmacêutica.

Os benefícios da vitamina D (que na realidade é um pro-hormônio esteróide, não uma “vitamina”, conforme se sabe desde a década de 1930) para o combate à esclerose múltipla estão documentados em mais de 3.500 estudos publicados na literatura científica especializada (“Journal Sources”):
http://www.scirus.com/srsapp/search?sort=0&t=all&q=%22vitamin+D%22&cn=all&co=AND&t=all&q=%22multiple+sclerosis%22&cn=all&g=a&fdt=0&tdt=2013&dt=all&ff=all&ds=jnl&ds=nom&ds=web&sa=all

Importante lembrar que há apenas 3 anos eram apenas 750 estudos publicados acumulados ao longo de mais de 40 anos de pesquisas, demonstrando a atenção rapidamente crescente que o meio científico tem dedicado ao assunto nos últimos anos.

Seguem algumas publicações:

http://jnnp.bmj.com/content/83/5/565.abstract?sid=df512180-0970-423f-977f-49f05294b7e5
Estudo “duplo-cego, randomizado” (“double-blind, randomized”) mostrando redução do número de lesões ativas no grupo tratado com doses relativamente baixas de vitamina D (20.000 UI por semana) por apenas 1 ano, além de tendências a diversas outras melhoras, em comparação com o grupo que recebeu apenas interferon + placebo, sem efeitos colaterais verificados. Naturalmente, é de esperar-se que as tendências se concretizem (se tornem “estatisticamente significantes”) especialmente com doses maiores, mas também com o prolongamento do período de observação para 2 anos ou mais. A dose de 20.000 UI por semana (menor do que 3.000 UI por dia) pode ser considerada relativamente baixa, pois a dose de 20.000 UI pode ser obtida por uma única exposição solar de poucos minutos de duração (10-15 minutos), desde que a exposição atinja uma área do corpo suficientemente extensa (no caso, com o corpo quase inteiramente descoberto, como em trajes de banho à beira da piscina) e que ocorra em horário adequado (quando a sombra do indivíduo ao sol tem a mesma extensão da sua estatura, seja pela manhã ou à tarde, a qualidade da radiação UV é a mais adequada para a produção de colecalciferol).

Em 1986 (há 26 anos) demonstrou-se que doses ainda modestas (5.000 UI por dia) mostraram-se capazes de reduzir em mais de 50% a frequência de surtos em portadores de esclerose múltipla (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0306987786900101).

A administração de doses elevadas progressivamente ao longo de 7 meses (a partir da dose semanal de 28.000 UI = 4.000 UI por dia, até ser atingida a dose semanal de 280.000 UI = 40.000 UI por dia) levaram à redução das lesões ativas em comparação com o número de lesões ativas encontradas nos mesmos pacientes antes dos 7 meses, não sendo verificada a ocorrência de efeitos colaterais:
http://www.ajcn.org/content/86/3/645.long

Alta frequência de surtos e elevada severidade das sequelas neurológicas (paraplegia, cegueira) correlaciona-se com níveis circulantes mais baixos de vitamina D tanto em adultos (http://msj.sagepub.com/content/14/9/1220;
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21047880?dopt=Abstract) como em crianças (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20437559?dopt=Abstract).

Na qualidade de potente pró-hormônio imuno-regulador, a vitamina D inibe a resposta imunológica direcionada contra o próprio organismo (denominada pelos imunologistas como “TH17”), tanto em indivíduos saudáveis (http://msj.sagepub.com/content/early/2012/03/28/1352458512442992) como nos portadores de esclerose múltipla (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2882221/), sem inibir a resposta direcionada contra infecções (ao contrário, potencializando a resposta antimicrobiana, tal como se verifica, por exemplo, no tratamento da tuberculose pulmonar:
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)61889-2/fulltext).

Como não há justificativa ética para deixar-se qualquer pessoa (mesmo hígida) com deficiência de qualquer vitamina ou hormônio sem a devida correção, é ainda muito menos aceitável deixar-se pessoas portadoras de EM deficientes em vitamina D. Também é inaceitável o hábito de administrar-se a esses pacientes doses que sabidamente são incapazes de corrigir a deficiência, sob o pretexto de que são doses “recomendadas” – hábito esse que pode ser inspirado em conflito de interesses não declarados (http://www.naturalnews.com/032202_vitamin_D_deficiency_disease.html;
http://pandemicsurvivor.com/2010/12/08/conflict-of-interest-at-national-academy-of-science/;
http://suite101.com/article/the-vitamin-pharmaceutical-companies-dont-want-you-to-know-about-a328269).

A administração diária de 1.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 5 ng/mL(12.5 nmol/L); já a administração diária de 5.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 36 ng/mL(90 nmol/L); a administração diária de 10.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 64 ng/mL (160 nmol/L) (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12499343?dopt=Abstract).

Pessoas portadoras de EM são parcialmente resistentes à vitamina D em decorrência de polimorfismos genéticos
(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3002863/), necessitando portanto de doses ainda maiores para obterem o mesmo efeito biológico desse potente pró-hormônio imuno-regulador.

As pessoas portadoras de EM, além de serem parcialmente (geneticamente) resistentes aos efeitos biológicos da vitamina D, têm concentração plasmática média de 14 ng/mL. A Sociedade de Endocrinologia (Endocrine Society) recomenda um nível mínimo de 40 ng/mL para pessoas não resistentes. Doses diárias como 200, 400 ou 600 UI têm sido, ao longo de décadas, classificadas como “dose diária recomendada”, mas nenhuma delas faria com que a média dos pacientes portadores de EM ultrapassasse muito mais do que a metade do nível mínimo recomendado pela Endocrine Society para pessoas não resistentes.

Evidências seguem se acumulando em relação ao papel protetor da vitamina D contra o risco de se desenvolver esclerose múltipla e contra a progressão da doença. “Evidence continues to accumulate supporting a protective role for vitamin D in MS risk and progression.” (http://journals.lww.com/co-neurology/pages/articleviewer.aspx?year=2012&issue=06000&article=00006&type=abstract). Atualmente verifica-se o acúmulo de mais de 3.500 artigos publicados a respeito do assunto “esclerose múltipla” versus “vitamina D” (o que representa um rápido crescimento, ao verificar-se que até há apenas 3 anos encontravam-se publicados cerca de 750 artigos acumulados ao longo de 40 anos):

A aparentemente inexplicável revolta ou indignação com que alguns profissionais [ou possíveis (?) pacientes que nunca se submeteram ao tratamento em questão] reagem na internet frente à consistente e explícita felicidade daqueles que foram e seguem sendo tratados com doses elevadas de colecalciferol (associadas à dieta com restrição de laticínios e de “leite” vegetal, e hidratação abundante, superior ou igual a 2,5 litros de líquidos por dia) pode, portanto, ser apenas devida à desinformação ou a interesses contrariados (estranhos ao benefício dos pacientes).

Combater a correção de um distúrbio metabólico identificado como associado à esclerose múltipla significa desconsiderar a importância de se desenvolver um tratamento voltado para anular a causa do problema, mantendo-se o paciente indefinidamente dependente de tratamentos paliativos alopáticos extremamente dispendiosos, que nunca vão evitar a progressão da doença, mas manterão o paciente sob risco de desenvolver complicações potencialmente letais, tais como choque anafilático, encefalite letal por vírus oportunistas (virus JC), hepatite induzida por droga, cegueira ou arritmias cardíacas letais:

http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm288186.htm

http://www.ismp.org/Newsletters/acutecare/showarticle.asp?id=19

http://english.prescrire.org/en/81/168/47794/0/NewsDetails.aspx

Apesar de tantos efeitos colaterais, incluindo o risco de morte e de seqüelas irreversíveis, a comercialização dessas substâncias segue gerando lucros muito atrativos às empresas e aos seus investidores através da venda desses produtos tóxicos com largas margens de lucro:

http://www.fiercebiotech.com/press-releases/tysabri-r-surpasses-1-billion-2009-sales-patients-therapy-increase-30

http://www.4-traders.com/BIOGEN-IDEC-INC-4853/news/Biogen-Idec-Inc-Biogen-Idec-2012-Annual-Shareholders-Meeting-Webcast-14353905/

http://www.msnewstoday.com/novartis-gilenya-ms-pill-to-cost-48000-a-year/

Para muitas empresas a disseminação do conhecimento sobre o potente papel imuno-regulador desse hormônio erradamente chamado de “vitamina” D, presente nos organismos vivos há 500.000.000 de anos (http://www.youtube.com/watch?v=Cq1t9WqOD-0), representa o risco da bancarrota por perda de público consumidor (http://suite101.com/article/the-vitamin-pharmaceutical-companies-dont-want-you-to-know-about-a328269).

Infelizmente esses interesses contam com a desinformação sociedade em geral (que segue encarando o colecalciferol como uma simples vitamina a ser administrada em doses mínimas para tratamento, havendo evidências de que informações filtradas pelo interesse  financeiro são ativamente promovidas através da aliança com formadores de opinião (“key opinion leaders”) e a indústria farmacêutica, conforme denuncia o BMJ (“British Medical Journal” – uma das mais respeitadas, tradicionais revistas médicas internacionais ) no artigo “Key opinion leaders: independent experts or drug representatives in disguise?” ao entrevistar executivos que deixaram a indústria farmacêutica:

“Kimberly Elliott, que atuou como representante de vendas para uma indústria farmacêutica por quase duas décadas, declara de forma direta: ‘Médicos formadores de opinião atuavam como vendedores para nós, e nós rotineiramente medíamos o retorno de nosso investimento, rastreando prescrições médicas antes e após as suas apresentações,’ declarou ela. ‘Se um determinado palestrante não provocasse o impacto que a companhia buscava, não se voltava a convidá-lo para novas palestras.'” –> http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2432185/?tool=pubmed

A influência mercadológica e financeira da indústria farmacêutica sobre a política editorial das publicações científicas na área médica, sobre a conduta e o ensino médicos tem sido objeto de crescente debate nos últimos anos em diversos outros fóruns:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2706999/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2249633/pdf/bmj-336-7641-feat-00416.pdf

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC523840/?tool=pubmed

https://www.mja.com.au/journal/2009/191/5/winds-change-growing-demands-transparency-relationship-between-doctors-and

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3153455/

Aos poucos, laboriosamente, a divulgação da importância da vitamina D para a saúde pública vai conquistando espaço no ambiente acadêmico: http://www.health.harvard.edu/newsweek/time-for-more-vitamin-d.htm

Ao contrário das drogas imunossupressoras que provocam a ocorrência de infecções oportunistas, o pró-hormônio “vitamina D” tem sido utilizado para potencialização do sistema imunológico, contribuindo para a cura de infecções crônicas:

http://www.scirus.com/srsapp/search?q=%22vitamin+D%22+%28%22tuberculosis%22%29&t=all&sort=0&g=s

http://www.scirus.com/srsapp/search?q=%22vitamin+D%22+%28%22HIV%22%29&t=all&sort=0&g=s

http://www.scirus.com/srsapp/search?q=%22vitamin+D%22+%28%22hepatitis%22%29&t=all&sort=0&g=s

Informações sobra a importância da vitamina D para o tratamento de doenças auto-imunitárias e para a saúde pública em geral pode ser encontrada no site do “Instituto de Investigação e Tratamento de Autoimunidade”.

http://www.institutodeautoimunidade.org.br/novo-paradigma.html

3 respostas em “Material de apoio

  1. Sou cadeirante faz 40 anos, não tenho, Esclerose Múltipla, mas estava tendo dores nas mãos, braços, ombros, e as dores iam mudando de lugar, meu Clínico Dr. leoni Iribarrem pediu exame 25 (OH) D3 para ver como estava a dosagem da minha vitamina D, e pasmem estava baixíssima, ele passou vitamina D e fiquei maravilhada com 15 dias não havia mais dor nenhuma, refiz o exame da dosagem para verificação da vitamina D, subiu, fiquei feliz , maravilhada, que o Senhor do Universo ilumine os médicos

  2. Tenho fibromialgia e, lendo os textos postados aqui não identifiquei nenhum estudo relacionando a vitamina D como o tratamento para a fibromialgia. Vocês têm algum texto/ artigo que trate sobre a relação fibromialgia – vitamina D?

    • Oi, Heloisa. Não sei se você escreveu em alguma outra página aqui do Blog e recebeu resposta. Hoje vim rever este material de apoio para indicar a uma amiga e vi o seu comentário. Como unca respondi aqui nesta página especificamente, não recebi aviso e não acessei. Não respondo pelo Blog, mas costumo responder aos pacientes, em geral, colaborando com o moderador. Bem, sobre a fibromialgia, conheço inúmeros casos em que a simples suplementação com 10.000 UI por dia resolveu o problema das dores. Numa pessoa mais encorpada pode ser necessária uma dose um pouco maior. O ideal seria você passar com um dos médicos do protocolo. Pode até suplementar com 10.000 UI por dia e, não obtendo resultados em dois meses de uso, procurar um médico que lhe prescreva doses maiores e acompanhe com exames. Se obtiver melhoras após dois meses com 10.000 UI, mantenha sempre essa dose, pois, após 2 meses, os níveis estabilizam e param de subir, mas, se você parar a ingestão, os níveis voltam a cair.

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